Especialistas debateram as principais dificuldades enfrentadas pelo paciente com câncer que utiliza os serviços de saúde pública

A Abrale, em parceria com a Casa de Acolhida Padre Eustáquio, Santa Casa e Secretaria Estadual de Belo Horizonte realizou no final de agosto o “Fórum de Políticas Públicas – Desafios para a Oncologia em Minas Gerais”. O evento reuniu mais de 55 especialistas na área para debater prevenção, diagnóstico e acesso a tratamento.

Estima-se que até 2029 o câncer será a principal causa de mortes no Brasil. Em Minas Gerais, só neste ano, mais de 28 mil pessoas devem receber diagnóstico de câncer. No estado, os tipos mais incidentes são de próstata, mama, colorretal e pulmão.

A médica assistencial e representante da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, Dra. Galzuinda Reis, falou sobre a Rede de Atenção em Oncologia. Ela abordou a importância dos dados não só para garantir um tratamento correto, mas também possibilitar um melhor planejamento do sistema como um todo. Sobre os desafios, ela pontuou o diagnóstico precoce. “Temos que diminuir o intervalo entre o diagnóstico e início do tratamento. No estado são 68 dias em média e a lei prevê 60. Acho também que deve se fazer uma política de diagnóstico junto com a atenção primária”.

Já o Dr. Gláucio Nangino, Superintendente de Assistência ao Sistema Único de Saúde (SUS), do Grupo Santa Casa, defendeu o sistema filantrópico de saúde. “Considero este o melhor sistema atual. Temos problemas sim, mas entregamos o bom serviço à população”, disse.

O superintendente também ressaltou que a Santa Casa é o hospital que mais cresce em serviços na Oncologia pediátrica e que para 2018 querem dobrar o número de atendimentos. “A atual política de saúde é focada em aparelhos e medicamentos, deixando de lado os recursos humanos. Mas tratar o câncer vai além disso. Precisamos focar nas pessoas, nos pacientes e profissionais que vão atendê-los”, comentou.

A apresentação de Márcia Dayrell, representante da Secretaria Municipal de Saúde, também abordou o atual sistema de saúde pública. Ela alertou para a necessidade de organizar a assistência para atender a Oncologia de forma mais qualificada. “Estamos em um momento de transição, saindo do atendimento agudo para o crônico. Temos que articular o território em que os diversos serviços se integram. Essa é a função da Comissão Municipal de Oncologia, órgão regulador que tem como função autorizar o agendamento e procedimentos, monitorar, avaliar e acompanhar o paciente, de acordo com as normas do Ministério da Saúde. A Comissão é formada por seis médicos reguladores, dois enfermeiros e seis funcionários administrativos”, explicou.

Foto Fórum MG
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